Stent da artéria carótida sob fluoroscopia sem contraste em um paciente com placa calcificada e doença renal crônica.

Revista de Neurorradiologia. 2026, abril 23;101561. doi: 10.1016/j.neurad.2026.101561. Online antes da impressão.

RESUMO:
Na doença renal crônica, o tempo de eliminação do agente de contraste é significativamente prolongado com a diminuição da taxa estimada de filtração glomerular. A calcificação da artéria carótida é comum em idosos, com distribuição segmentar incluindo o segmento C1 em 53% dos casos. Calcificações severas circunferenciais ou quase circunferenciais são visíveis sob fluoroscopia e podem representar desafios para procedimentos intervencionistas. Apresentamos um caso de colocação de stent na artéria carótida no segmento C1 realizado sem agente de contraste, utilizando a placa calcificada como guia em um paciente com doença renal crônica (vídeo). Essa técnica, análoga à colocação padrão de stent, é adaptada para pacientes com placa calcificada e comprometimento renal. Neste procedimento, as placas calcificadas serviram como pontos de referência fluoroscópicos confiáveis para navegação com microwire, posicionamento do balão e implantação do stent. Imageamento por ressonância magnética pós-procedimento revelou múltiplas lesões hiperintensas pequenas, indicando risco embólico apesar do paciente permanecer assintomático.

PMID: 42034310 | DOI: 10.1016/j.neurad.2026.101561

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