Revista de Epilepsia. 2026 Jun 24;107860. doi: 10.1016/j.eplepsyres.2026.107860. Publicação online antecipada.
RESUMO
Respondemos ao comentário de Aphale et al. sobre nosso estudo intitulado Análise de Componentes Principais da Hostilidade/Aggressão Induzida por Medicamentos Antiepilépticos e Análise de Fatores de Levetiracetam usando o Sistema de Relato de Eventos Adversos da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FAERS). O comentário levantou quatro pontos metodológicos: (1) a interpretação do Componente 2 como um eixo comportamental na análise de componentes principais e a classificação do transtorno de personalidade borderline (BPD), (2) confusão por indicação em relação ao risperidona, (3) a escolha da razão de chances de relato (ROR) em detrimento de métodos bayesianos como a Média Geométrica Empírica de Bayes, e (4) a ausência de análise multivariada no grupo pediátrico com menos de 12 anos. Esclarecemos que o BPD foi classificado entre os oito efeitos adversos associados a medicamentos antiepilépticos principalmente devido à sua alta carga no Componente 1 (PC1 = 0,816), o eixo de risco de hostilidade/agressão, em vez de no Componente 2 (PC2 = 0,045), que estava próximo do neutro. As cargas dos componentes para todos os 15 termos preferenciais são fornecidas na Tabela 1. Reconhecemos as limitações relacionadas à confusão por indicação inerente em bancos de dados de relatos espontâneos, discutimos a justificativa para a seleção da ROR como a métrica primária de detecção de sinais, e esclarecemos restrições orientadas por dados que impediram a análise multivariada no subgrupo pediátrico. Propomos que estudos futuros utilizem fontes de dados maiores, como registros eletrônicos de saúde e registros de doenças, incluindo indicações clínicas e antecedentes dos pacientes para possibilitar análises robustas dos fatores de risco nessa população.
PMID: 42379924 | DOI: 10.1016/j.eplepsyres.2026.107860
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