Revista de Imunologia do Cérebro. 2026 maio 28:106835. doi: 10.1016/j.bbi.2026.106835. Publicado online antes da impressão.
RESUMO
Caulfield et al. relatam que a instabilidade social periadolescente em um modelo experimental de asma exacerba a inflamação das vias aéreas, enquanto atenua o comportamento semelhante à ansiedade e a expressão gênica de regulação do estresse pré-frontal. Esta carta discute as implicações traducionais dessa dissociação para a asma pediátrica em ambientes tropicais de renda média. Argumentamos que a resiliência comportamental pode obscurecer a vulnerabilidade inflamatória persistente em crianças expostas a alérgenos perenes, coexposição a helmintos, poluição, adversidade social e cuidados longitudinais fragmentados. Propomos que futuros estudos traducionais na América Latina integrem adversidade social, exposição a alérgenos tropicais e helmintos, biomarcadores inflamatórios, dinâmica do cortisol, função pulmonar, histórico de exacerbações e imagens clinicamente indicadas. Esse amplo framework neuroimune-respiratório pode ajudar a evitar a tranquilização baseada em sintomas quando o risco inflamatório objetivo persiste.
PMID: 42214562 | DOI: 10.1016/j.bbi.2026.106835
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