Humanos como um fenótipo estendido de sua microbiota

Teoria Biosci. 2026 23 de maio; 145(3):24. doi: 10.1007/s12064-026-00477-8.

RESUMO

O sistema gastrointestinal humano é colonizado por microbiota, composta por mais de 100 trilhões de células, sendo essencial para o desenvolvimento gastrointestinal, absorção de nutrientes e função do sistema imunológico. A interrupção da microbiota tem sido associada à obesidade, síndromes metabólicas, distúrbios inflamatórios intestinais e câncer. A microbiota também tem sido relacionada ao desenvolvimento do sistema nervoso, e estudos em animais sugerem que a microbiota intestinal influencia o comportamento do hospedeiro, com efeitos significativos na aptidão do hospedeiro. Hipotetizamos que pelo menos alguns desses efeitos sobre o comportamento do hospedeiro, em parte mediados por fatores produzidos pela microbiota, têm valor adaptativo para os microrganismos. Existem evidências evolutivas de coevolução entre hospedeiro e simbionte; a microbiota pode ter desenvolvido mecanismos para alterar o comportamento do hospedeiro a fim de aumentar a aptidão das espécies microbianas que vivem dentro do hospedeiro. Nesse sentido, o comportamento do hospedeiro é um fenótipo estendido de sua microbiota. Portanto, o comportamento humano também pode ser interpretado como sendo um fenótipo estendido da microbiota, que é uma conclusão fundamental deste trabalho. Analisar os trade-offs evolutivos em relação à microbiota e sua relação com o hospedeiro pode informar abordagens otimizadas para melhorar a aptidão do hospedeiro. Tais abordagens podem aproveitar as necessidades de aptidão da microbiota como uma ferramenta para melhorar a saúde e o bem-estar do hospedeiro, reduzindo assim a morbidade e a mortalidade humanas. Discutimos métodos para testar essa hipótese e considerar suas implicações.

PMID: 42177305 | DOI: 10.1007/s12064-026-00477-8

Para ler a postagem completa, visite o original: Leia a Postagem Completa

Respostas