Revista de Toxicologia. 2026 Jun 8. doi: 10.1007/s00204-026-04399-8. Publicação online antecipada.
RESUMO
Avanços em métodos alternativos inovadores (NAMs) – incluindo modelagem in silico, co-culturas hepáticas, modelos 3D como esferoides e organoides, e plataformas hepáticas microfisiológicas – têm melhorado significativamente nossa capacidade de estudar a biologia hepática humana e reduzir a dependência de testes em animais. No entanto, permanece a dúvida se tais sistemas conseguem prever a hepatotoxicidade humana. Lesões hepáticas idiossincráticas de baixa incidência geralmente surgem de fatores específicos do paciente e complexas interações imunes que não são capturadas em ambientes in vitro simplificados ou geneticamente limitados. Restrições temporais, diversidade limitada de biomarcadores e validação inconsistente também dificultam reivindicações preditivas. Mesmo um modelo hepático in vitro perfeito ainda representaria a biologia de um único doador, comparável a um estudo clínico com um único sujeito. Esses sistemas são inestimáveis para investigações mecanísticas e metabólicas, mas devem ser considerados como ferramentas investigativas – e não preditivas – para avaliação de risco de hepatotoxicidade.
PMID: 42259953 | DOI: 10.1007/s00204-026-04399-8
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