Revista de Pesquisa e Tratamento do Câncer. Set de 2026;49:101428. doi: 10.1016/j.ctarc.2026.101428. Online antes da impressão.
RESUMO
INTRODUÇÃO: O linfoma primário do apêndice é excepcionalmente raro, representando aproximadamente 0,015% de todos os linfomas gastrointestinais e 1,7% dos tumores do apêndice. A maioria dos casos são linfomas não Hodgkin, sendo o linfoma difuso de grandes células B o subtipo histológico predominante. O linfoma folicular do apêndice é particularmente incomum e frequentemente é diagnosticado apenas após a ressecção cirúrgica.
APRESENTAÇÃO DO CASO: Um homem caucasiano de 76 anos apresentou-se com histórico de dois dias de febre e dor abdominal migrando para a fossa ilíaca direita. Investigação laboratorial revelou leucocitose leve e marcadores inflamatórios elevados. A ultrassonografia abdominal demonstrou um apêndice aumentado, medindo 15 mm de diâmetro, associado a estratificação da gordura periapendicular e fluido livre, compatível com apendicite aguda. O paciente foi submetido a apendicectomia laparoscópica, que revelou apendicite gangrenosa e perforada com peritonite purulenta difusa. Uma semana após a cirurgia, ele desenvolveu trombose venosa profunda em poplítea esquerda e iniciou terapia anticoagulante. Exame histopatológico da amostra do apêndice inesperadamente demonstrou linfoma folicular grau 1-2. Colonoscopia subsequente revelou envolvimento do íleo terminal pelo linfoma. Após avaliação multidisciplinar, uma estratégia de observação foi adotada, e o paciente permanece sob vigilância oncológica regular.
DISCUSSÃO: O linfoma primário do apêndice é uma malignidade extremamente rara que frequentemente se apresenta como apendicite aguda, tornando o diagnóstico pré-operatório desafiador. Embora o linfoma difuso de grandes células B seja o subtipo mais frequentemente relatado, o linfoma folicular representa uma pequena minoria de casos e geralmente tem um curso clínico indolente. Este caso destaca os desafios diagnósticos apresentados pelo linfoma folicular primário do apêndice e enfatiza a importância da análise histopatológica de rotina das amostras de apendicectomia.
PMID: 42705048 | DOI: 10.1016/j.ctarc.2026.101428
Para ler a postagem completa, visite o original: Leia a Postagem Completa
Respostas