Correspondência: Campos magnéticos de radiofrequência e pulsados na neuroinflamação induzida por LPS: interpretação das evidências de proteção mediada por PI3K/AKT/HIF-1α

Revista de Biologia Molecular. 25 de julho de 2026; 53(1):1261. doi: 10.1007/s11033-026-12348-y.

RESUMO

Terapias físicas não invasivas, como campos eletromagnéticos de radiofrequência (RF‑EMF) e campos magnéticos pulsados (PMF), têm sido propostas como intervenções promissoras para distúrbios neuroinflamatórios. Bindal e colegas recentemente relataram que RF‑EMF e PMF atenuam a neuroinflamação induzida por LPS em um modelo de rato, atribuindo o efeito à sinalização PI3K/AKT/HIF‑1α. Embora o estudo aborde uma questão importante, quatro limitações metodológicas merecem consideração: (i) o mecanismo não térmico alegado não é substanciado sem a medição direta da temperatura cerebral, apesar de um aumento de 1 °C na temperatura; (ii) a ativação da via é inferida exclusivamente a partir de dados de mRNA sem confirmação ao nível das proteínas (razões p‑AKT/total‑AKT); (iii) nenhuma caracterização dosimétrica (SAR) é fornecida, contradizendo as diretrizes da ICNIRP; e (iv) a ausência de um controle positivo deixa a relevância clínica sem ancoragem. Essas considerações sugerem que a evidência de neuroproteção não térmica via sinalização PI3K/AKT/HIF‑1α é menos robusta do que apresentada, e os achados são melhor visualizados como geradores de hipóteses.

PMID: 42501187 | DOI: 10.1007/s11033-026-12348-y

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