Revista de Reumatologia. 16 de junho de 2026;66(1):45. doi: 10.1186/s42358-026-00558-8.
RESUMO
Lemos com interesse o estudo de Cirakoglu e Yuce sobre bexiga hiperativa (BH) e sensibilização central (SC) em pacientes com artrite reumatoide (AR). Embora o estudo forneça insights valiosos para geração de hipóteses, várias limitações metodológicas merecem consideração. O ponto de corte do OAB-V8 de 8 foi validado em uma população de cuidados primários, e não em pacientes com AR, e a dicotomização desta escala ordinal descarta informações e reduz o poder estatístico. O modelo de regressão incluiu variáveis correlacionadas (HAQ-DI, VAS-dor, DAS-28) sem testar a multicolinearidade, o que pode inflacionar os erros padrão e produzir valores p não confiáveis. Além disso, os autores não verificaram as suposições-chave da regressão logística, incluindo linearidade das variáveis contínuas com o logito e ausência de valores atípicos influentes. Essas limitações sugerem que os achados devem ser interpretados como geração de hipóteses, em vez de conclusivos. Estudos futuros devem abordar essas questões metodológicas para esclarecer a relação entre SC e BH em AR.
PMID: 42304530 | DOI: 10.1186/s42358-026-00558-8
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