Revista Mundial de Medicina Crítica. 2026 Jun 9;15(2):116049. doi: 10.5492/wjccm.v15.i2.116049. Coleção eletrônica 2026 Jun 9.
RESUMO
Os efeitos prejudiciais associados à infusão prolongada de benzodiazepínicos têm sido reconhecidos há muito tempo e precipitaram uma transformação na gestão da sedação e analgesia em pacientes gravemente enfermos. Essa transformação enfatiza a necessidade de reduzir o uso contínuo de benzodiazepínicos. Alcançar um alvo adequado de sedoanalgesia adaptado ao contexto dos pacientes requer que a equipe clínica possua conhecimento e considerável experiência nessa gestão. O estudo publicado no Jornal Mundial de Medicina Crítica por Nestoiter et al exemplificou esse cenário. Os autores identificaram uma associação entre o uso contínuo de midazolam e a ausência de uma equipe de cuidados intensivos gerenciando os pacientes à beira do leito. O uso contínuo de midazolam, como um indicador de boa prática clínica, esteve associado a resultados clínicos desfavoráveis, como aumento dos dias em coma e delirium. Estes resultados reforçam o fato de que a gestão eficaz da sedação e analgesia é uma área crítica onde o papel fundamental do intensivista no cuidado de pacientes gravemente enfermos é evidente. Essas descobertas não devem ser interpretadas de forma isolada, mas sim dentro de um conjunto de aspectos organizacionais que caracterizam uma unidade de terapia intensiva de alto desempenho, como uma proporção adequada de pacientes por enfermeiro, a presença de uma equipe liderada por intensivistas e o desenvolvimento de protocolos clínicos em gestão de sedação e analgesia.
PMID: 42272877 | PMC: PMC13248030 | DOI: 10.5492/wjccm.v15.i2.116049
Para ler a postagem completa, visite o original: Leia a Postagem Completa
Respostas