Além da inclusão: os ensaios clínicos estão resolvendo o problema correto?

Trials. 2026 Fev 21;27(1):170. doi: 10.1186/s13063-026-09583-w.
RESUMO
Em 2024, a Dinamarca liderou a União Europeia em ensaios clínicos per capita. Isso é celebrado como um marco de inovação, sinalizando a capacidade de pesquisa da Dinamarca e sua atratividade para a indústria global. No entanto, o volume de ensaios por si só oferece uma visão limitada do valor da pesquisa clínica e esconde uma realidade mais preocupante: a pesquisa está concentrada em áreas comercialmente lucrativas, como oncologia e Alzheimer, enquanto crianças, gestantes, idosos, pessoas com dor crônica, multimorbidade ou condições menos lucrativas frequentemente são ignorados. Essa discrepância não é apenas um descuido da política. Ela reflete injustiças estruturais e epistêmicas que determinam quais corpos, experiências e resultados de saúde são considerados dignos de pesquisa. Inspirado na Dinamarca como exemplo nacional situado dentro de debates mais amplos europeus e internacionais, este comentário destaca como as estratégias de inclusão correm o risco de se concentrar na representação numérica em vez da justiça na produção de conhecimento, enquanto também aponta para oportunidades promissoras de inovação inclusiva dentro do ecossistema de pesquisa clínica na Europa. Indo além da mera inclusão de lista de verificação, há potencial para promover uma abordagem mais equitativa, reflexiva e orientada para a justiça à participação e à geração de conhecimento, beneficiando pacientes, pesquisadores e a sociedade em geral.
PMID: 41723482 | DOI: 10.1186/s13063-026-09583-w

Para ler a postagem completa, visite o original: Leia a Postagem Completa

Respostas