A Tecnologia Está Remodelando a Terapia: A Tela e o Eu: Telepsiquiatria, Terapia com Inteligência Artificial e a Defesa Contra a Intimidade

Curr Psychiatry Rep. 2026 Jun 30;28(1):44. doi: 10.1007/s11920-026-01695-z.

RESUMO

OBJETIVO DA REVISÃO: Este artigo examina vários métodos de tecnologia que desafiaram as expectativas tradicionais do significado da psicoterapia, desde a adoção generalizada da telepsiquiatria até o subsequente surgimento de agentes terapêuticos impulsionados por IA (Therabots).

DESCOBERTAS RECENTES: O uso generalizado de novas tecnologias que impactam o processo terapêutico superou a análise de como essa tecnologia pode afetar o significado e a eficácia desse processo. Ações judiciais pressupõem que tal tecnologia cause danos, enquanto dados limitados e a literatura têm sido mais mistos. De Frankenstein ao CRISPR, novas tecnologias sempre têm seus entusiastas e seus detratores. Quanto mais a tecnologia parece impactar um tópico especialmente ligado à nossa humanidade, mais profundas serão as convicções de ambos os lados. Certamente, quando se trata de psicoterapia, a introdução de novas tecnologias, como a telepsiquiatria e os Therabots, tem provocado discussão. Argumentamos que, embora novas tecnologias ofereçam vantagens práticas, elas correm o risco de funcionar como defesas estruturais contra a vulnerabilidade e a intimidade autêntica essenciais para a psicoterapia transformadora. Através da análise da aliança terapêutica, dinâmicas relacionais e psicologia da vulnerabilidade, este artigo argumenta que a forma estrutural da telepsiquiatria não altera a natureza inerente da experiência terapêutica, enquanto a terapia mediada por IA pode colaborar com defesas mal adaptativas, alterando fundamentalmente a natureza do encontro terapêutico.

PMID:42377669 | DOI:10.1007/s11920-026-01695-z

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