Vacina da dengue do Butantan é suspensa temporariamente: o que se sabe e quais os próximos passos

O Ministério da Saúde anunciou, no dia 08 de junho, a suspensão temporária da imunização contra a dengue com a vacina do Instituto Butantan, a primeira totalmente brasileira e a primeira do mundo aplicada em dose única. A decisão é uma medida de precaução, tomada após o registro de 42 casos de reações graves possivelmente associadas ao imunizante, entre eles dois óbitos. Até o momento, não há relação de causalidade estabelecida entre a vacina e as mortes.

Segundo os dados de farmacovigilância, de janeiro até 30 de maio de 2026 foram notificados 3.703 eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue — cerca de 0,7% dos vacinados. Desses, 42 apresentaram sinais de alarme (como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos), o equivalente a 0,008% das pessoas vacinadas, classificados como eventos muito raros e não descritos nos estudos clínicos nem na bula. Três casos foram considerados graves, incluindo as duas mortes — uma mulher de 48 anos, que evoluiu com comprometimento neurológico, e um homem de 58 anos, com dengue grave e choque refratário; um terceiro caso grave, uma mulher de 39 anos, recuperou-se após internação em UTI.

O ministério detalhou os próximos passos da medida:

Descontinuidade temporária da aplicação por estados e municípios, com as doses mantidas sob refrigeração na rede;

Busca ativa de novos eventos adversos e monitoramento hospitalar de dengue em vacinados recentemente, de casos com sinais de alarme e de óbitos;

Investigação conjunta dos casos por Anvisa, Ministério da Saúde (via PNI) e Instituto Butantan, com convocação de um comitê de especialistas.

Quem foi imunizado nos últimos 21 dias deve redobrar a atenção e procurar uma unidade de saúde diante de sinais de alerta, como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência ou sinais de desidratação. O ministério reforça que a suspensão não atinge a Qdenga (Takeda), disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

 

Para acompanhar a investigação e as orientações oficiais a quem já se vacinou, confira a matéria completa aqui:

https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/09/suspensao-da-vacina-da-dengue-do-butantan-quais-os-proximos-passos-apos-anuncio-do-ministerio-da-saude.ghtml

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