O Governo Federal anunciou um aporte de R$ 60 milhões — o maior já feito no país — para impulsionar pesquisa, tecnologias e soluções inovadoras em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual, com aplicação no SUS. O anúncio reuniu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a primeira-dama Janja Lula da Silva.
Os recursos virão de uma chamada pública do MCTI, aberta pelo CNPq, voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras e à criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana, que destinará R$ 10 milhões à estruturação dessa rede. A chamada terá cinco eixos: causa e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório e impacto social.
Segundo o ministério, a endometriose afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres, pelo menos 8 milhões de brasileiras, muitas delas adolescentes e ainda é subdiagnosticada, podendo levar anos para ser identificada. Padilha destacou que o SUS já criou a primeira tabela específica para remunerar o cuidado integrado (consulta, diagnóstico e tratamento) e que alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas e em tratamento.
Para a gestão federal, a iniciativa busca reduzir lacunas de conhecimento e estruturar uma política pública para a saúde da mulher, tratando dores e condições historicamente negligenciadas como questão de saúde pública.
Para conhecer os eixos da chamada pública e os detalhes do investimento, acesse a matéria completa aqui:
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