A Anvisa aprovou uma nova indicação para o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), que passa a ser opção em uma fase mais precoce do câncer de mama HER2-positivo: pacientes com doença invasiva residual, ou seja, que ainda apresentam células tumorais no tecido retirado na cirurgia, mesmo após quimioterapia e terapia-alvo prévias. Esse grupo tem maior risco de recidiva: segundo a agência, até 25% podem recair em até 10 anos.
A aprovação se baseou em um estudo que mostrou redução de 53% no risco de recorrência invasiva ou morte, com melhora da sobrevida livre de doença. Como explica o oncologista Stephen Stefani (Oncoclínicas), a droga, antes restrita a cenários avançados, agora entra numa etapa em que ainda há intenção curativa, como tratamento complementar após a cirurgia.
O trastuzumabe deruxtecana é um conjugado anticorpo-droga, que combina a precisão da terapia-alvo com a força da quimioterapia:
Um anticorpo reconhece a proteína HER2 e se liga à célula tumoral;
Um agente citotóxico é entregue diretamente dentro dessa célula;
O “efeito espectador” permite atingir também células vizinhas com menor expressão de HER2.
O câncer de mama é o mais diagnosticado no mundo, com mais de 70 mil novos casos por ano no Brasil, e o subtipo HER2-positivo responde por 10% a 19% dos tumores. Vale ressaltar que, apesar da aprovação, o medicamento ainda não está disponível no SUS, pois a oferta na rede pública depende de uma avaliação de incorporação.
Para entender a nova indicação e o mecanismo da terapia, confira a matéria completa aqui:
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