Um projeto brasileiro inédito usa inteligência artificial para devolver voz, autonomia e continuidade profissional a pacientes com ELA (esclerose lateral amiotrófica), doença neurodegenerativa rara que provoca perda progressiva dos movimentos e compromete falar, caminhar, engolir e respirar. O anúncio marcou o Dia Nacional de Luta Contra a ELA, lembrado em 21 de junho.
Fruto de parceria entre a Fundação Unimed e a startup WorkAI, o ExtensIA inaugura o que os idealizadores chamam de IA assistiva de alta complexidade: voltada não apenas à comunicação, mas à preservação da produtividade intelectual e científica de profissionais que perdem os movimentos, mas mantêm a cognição preservada. O orçamento é de cerca de R$ 5 milhões, ainda em fase beta.
O primeiro estudo de caso é o da psiquiatra Maria Inês Quintana, referência em transtorno de personalidade borderline e professora afiliada da Unifesp. Diagnosticada com ELA há quase três anos e sem mobilidade, ela voltou a lecionar e palestrar — hoje se comunica por tecnologias assistivas como o Tobii Communicator, que permite digitar pelo movimento dos olhos.
Combinando ciência médica, engenharia de dados e IA, o sistema se organiza em três frentes:
Agente Clínico Assistivo — IAs treinadas com mais de 30 anos do acervo intelectual da especialista;
Avatar Digital Palestrante — recriado a partir da imagem e da voz da médica, já ministra aulas assíncronas em português, inglês e espanhol;
Sistema Multiagente Coordenador — integrado à Faculdade Unimed para apoio à gestão acadêmica.
Para conhecer o ExtensIA e a história por trás do projeto, confira a matéria completa aqui:
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