Depois de 20 anos com o mesmo padrão: combinação perioperatória muda a abordagem do câncer de bexiga músculo-invasivo

Uma combinação de enfortumabe vedotina (Padcev) e pembrolizumabe, usada antes e depois da cirurgia de retirada da bexiga, reduziu em cerca de 60% o risco de recorrência tumoral, progressão ou morte no câncer de bexiga — resultado que pode mudar uma abordagem que permanecia praticamente a mesma há 20 anos. A Anvisa aprovou o uso perioperatório dessa combinação em pacientes com doença músculo-invasiva inelegíveis à cisplatina.

No estudo que embasou a indicação (EV-303), pacientes que não podiam receber a quimioterapia padrão à base de cisplatina e usaram a combinação antes e depois da cirurgia tiveram desfechos expressivamente melhores do que os submetidos apenas ao procedimento:

Redução de cerca de 60% no risco de o câncer voltar, progredir ou levar à morte, com risco de morte aproximadamente 50% menor;

74,7% seguiam sem sinais de progressão após dois anos de acompanhamento;

Resposta patológica completa em cerca de 57% dos casos, ante cerca de 9% com a cirurgia isolada.

Um segundo estudo (EV-302), com 886 pacientes com carcinoma urotelial avançado ou metastático ainda não tratado, mostrou taxa de resposta de 67,5% com a combinação, contra 44,2% com a quimioterapia, e resposta completa em 30,4%. O câncer de bexiga é o nono tipo mais comum do mundo, com mais de 614 mil novos casos por ano.

No Brasil, a combinação já era aprovada para o carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático; agora, o uso perioperatório passa a ser autorizado também para os pacientes com doença músculo-invasiva inelegíveis à cisplatina, ampliando as opções em diferentes etapas da jornada da doença.

 

Para conhecer os dados dos estudos EV-303 e EV-302, confira a matéria completa aqui:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nova-combinacao-reduz-em-60-risco-de-volta-do-cancer-de-bexiga/

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