A Moderna anunciou, nesta segunda-feira (1º de junho), uma parceria com a Cepi (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias) para desenvolver um imunizante contra a cepa Bundibugyo (BDBV) do vírus ebola, a mesma responsável pela epidemia em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC). A Cepi, fundação internacional que financia pesquisa independente de vacinas contra ameaças epidêmicas, comprometeu-se a investir até US$ 50 milhões no desenvolvimento pré-clínico e nos primeiros ensaios clínicos da candidata.
O aporte se soma a outras frentes apoiadas pela coalizão: até US$ 8,6 milhões em uma vacina da Universidade de Oxford, fabricada pelo Serum Institute of India, e US$ 3,2 milhões em uma candidata da International AIDS Vaccine Initiative. Na semana anterior, a OMS já havia recomendado priorizar uma série de produtos experimentais como, anticorpos, antivirais e vacinas para o tratamento e a prevenção do BDBV.
O movimento ocorre em um cenário ainda preocupante, mas com sinais de avanço no manejo dos casos:
Os casos confirmados na RDC subiram para 282, com 42 mortes, após 19 novos testes positivos;
Cinco pessoas já se recuperaram, sendo quatro enfermeiras e um técnico de laboratório deixaram o hospital de Bunia após tratamento;
No início do mês, a OMS declarou o surto na RDC e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional, sem, porém, atingir os critérios de uma emergência pandêmica.
O episódio reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a cuidados — fatores diretamente associados às recuperações já registradas. A vigilância internacional segue ativa: na Itália, protocolos para um caso suspeito foram acionados em Cagliari, na Sardenha, para um homem que havia retornado do Congo, mas o teste deu negativo e as autoridades classificaram o risco de propagação no país como muito baixo.
Para acompanhar os próximos passos do desenvolvimento da vacina e a evolução do surto, confira a matéria completa aqui:
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