Vasculopatia varicela zoster vírus rapidamente progressiva em um paciente imunossuprimido com quimioterapia e esteroides, com linfoma difuso de grandes células B refratário: desafios diagnósticos e terapêuticos

Rev. Sangue 2026 Mar 6;61(1):11. doi: 10.1007/s44313-026-00126-5.

RESUMO

A vasculopatia pelo vírus da varicela zoster (VZV) é uma complicação neurológica rara, porém grave, que frequentemente resulta numa síndrome reversível de vasoconstrição cerebral (RCVS). O diagnóstico é muitas vezes tardio devido às manifestações iniciais inespecíficas e achados radiológicos que muitas vezes se sobrepõem com os de outros distúrbios cerebrovasculares. Descrevemos aqui o caso fatal de um homem de 60 anos, fortemente tratado, com linfoma difuso de células B grandes refratário em avaliação para terapia com células T de receptor de antígeno quimérico (CAR). O paciente desenvolveu estenose arterial intracraniana multifocal e um infarto agudo durante a imunossupressão induzida pela quimioterapia. Os achados radiológicos iniciais sugeriram RCVS; no entanto, a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) por reação em cadeia da polimerase (PCR) e anticorpos anti-IgG confirmaram a presença do VZV. Apesar do aciclovir intravenoso e corticosteroides em altas doses, a vasculopatia progrediu rapidamente, resultando em infartos recorrentes, convulsões e morte. Este caso destaca a complexidade diagnóstica da vasculopatia pelo VZV em pacientes imunocomprometidos e ressalta a importância da avaliação do LCR precoce, vigilância clínica intensificada para complicações virais oportunistas, e o potencial valor diagnóstico da ressonância magnética de parede vascular na diferenciação da vasculopatia pelo VZV de condições mimetizadoras, como a RCVS.

PMID: 41790173 | DOI: 10.1007/s44313-026-00126-5

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