Radiação Ionizante Não Está na Minha Caixa de Ferramentas: Colaboração Ética para Indicações Psiquiátricas Emergentes em Radiocirurgia

Revista de Radioterapia Semin. 27 de fevereiro de 2026;37:151005. doi: 10.1016/j.semradonc.2026.151005. Publicado online antes da impressão.
RESUMO
Avanços recentes na radiocirurgia estereotáxica ampliaram a consideração de indicações não malignas e funcionais, incluindo aplicações emergentes em doenças psiquiátricas. Em resposta à revisão de Ehret et al., oferecemos uma perspectiva multidisciplinar – coautoria de oncologia radioterápica e psiquiatria – sobre implicações éticas e educacionais dessa fronteira em evolução. Embora a radiocirurgia psiquiátrica ainda seja investigacional, seus efeitos neuronais irreversíveis e resultados relevantes para a identidade levantam considerações distintas relacionadas ao consentimento informado, capacidade decisória e monitoramento de longo prazo. Destacamos a importância do envolvimento psiquiátrico precoce no desenho de ensaios clínicos, processos de consentimento fortalecidos e sensíveis à capacidade, supervisão interdisciplinar independente e avaliação longitudinal dos resultados neurocognitivos e comportamentais. Além disso, argumentamos que expandir as indicações terapêuticas para domínios psiquiátricos possui implicações para a educação em oncologia radioterápica, exigindo uma alfabetização fundamental em diagnóstico psiquiátrico, paradigmas de tratamento e complexidades éticas no cuidado de populações vulneráveis. Ao combinar rigor técnico com colaboração interdisciplinar, o campo pode garantir que a inovação em radiocirurgia avance dentro de um quadro tanto cientificamente responsável quanto ético.
PMID: 41762919 | DOI: 10.1016/j.semradonc.2026.151005

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