Atividade anticonvulsivante em drogas antivirais para o tratamento da COVID-19
A pandemia de COVID-19 trouxe à tona a utilização de várias drogas antivirais para tentar controlar a infecção pelo SARS-CoV-2. Entre essas drogas, algumas têm sido estudadas por apresentarem propriedades secundárias com potencial de modificar sintomas neurológicos, incluindo atividade anticonvulsivante.
O artigo discute os mecanismos pelo quais certos antivirais podem influenciar a excitabilidade neuronal, protegendo contra crises epilépticas. Destaca-se que essas drogas podem interferir em canais iônicos e neurotransmissores no sistema nervoso central, atuando como moduladores da atividade elétrica cerebral.
Os estudos clínicos e experimentais apresentados sugerem que a administração de determinadas drogas antivirais em pacientes com COVID-19 pode reduzir a incidência de eventos convulsivos, sendo uma propriedade benéfica adicional de seus efeitos antivirais. No entanto, há necessidade de mais pesquisa para avaliar a segurança, eficácia e indicações precisas dessas drogas no controle de convulsões associadas a infecção viral.
Fonte:
https://pn.bmj.com/cgi/content/short/pn-2025-004926v1?rss=1
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