Revista de Gastroenterologia e Hepatologia. 11 de setembro de 2025. doi: 10.1111/jgh.70077. Online antes da impressão.
RESUMO
O jejum intermitente (IF) tem alcançado considerável popularidade, frequentemente defendido como um tratamento eficaz para o controle de peso e bem-estar metabólico. Estudos recentes, entretanto, destacam potenciais efeitos negativos ligados ao jejum intermitente em adolescentes. Pesquisa realizada por especialistas da Universidade Técnica de Munique, Hospital LMU de Munique e Helmholtz de Munique indica que o jejum na adolescência dificulta o crescimento das células beta do pâncreas, afetando negativamente a síntese de insulina e aumentando o risco de distúrbios metabólicos. O jejum intermitente modifica funções fisiológicas essenciais, como controle de insulina, neurodesenvolvimento e estabilidade hormonal. A inibição da via mTOR impede a proliferação das células beta, enquanto a deficiência de glicose impacta a função cognitiva e o equilíbrio psicológico. Além disso, o jejum intermitente pode agravar padrões alimentares desordenados em adolescentes, aumentando o risco de doenças metabólicas. Diante dessas questões, os profissionais de saúde e legisladores devem priorizar uma dieta equilibrada e desencorajar hábitos de jejum descontrolados entre os adolescentes. Estudos adicionais são necessários para determinar os efeitos de longo prazo do jejum intermitente na saúde metabólica e neurológica humana.
PMID: 40936230 | DOI: 10.1111/jgh.70077
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