Aplicação prática da classificação FIGO 2023 para câncer de endométrio.

Bull Cancer. 2024 Nov 13:S0007-4551(24)00339-4. doi: 10.1016/j.bulcan.2024.09.004. Online ahead of print.

RESUMO

Desde a última classificação da FIGO em 2009, inúmeros estudos e recomendações contribuíram para melhorar o manejo do câncer de endométrio. A introdução da classificação molecular (incluindo status de POLE, MMR e P53) permitiu uma melhor categorização desses cânceres ao definir grupos específicos de pacientes, possibilitando assim um manejo cirúrgico e tratamento adjuvante mais personalizados. Os dados e análises sobre a classificação molecular e histológica desenvolvidos nas diretrizes de 2021 das Sociedades Europeias de Oncologia Ginecológica (ESGO), Radioterapia e Oncologia (ESTRO) e Patologia Anatomopatológica (ESP) foram utilizados para elaborar a nova classificação da FIGO de 2023 para câncer de endométrio. Estamos presenciando uma evolução da classificação da FIGO, passando de uma classificação puramente anatômica para uma classificação baseada em risco. É importante nos relatórios de patologia especificar o tipo histológico do tumor, o grau para tumores endometrioides, a presença ou ausência de invasão dos espaços linfovasculares e a extensão do tumor (invasão do miométrio, envolvimento da serosa, colo do útero, vagina, anexos ou órgãos vizinhos). Esses pontos essenciais estão incluídos na classificação da FIGO de 2023 e permitirão um estadiamento preciso do tumor. Este artigo tem como objetivo esclarecer e simplificar a classificação dos pacientes de acordo com a nova classificação da FIGO de 2023 para o câncer de endométrio.

PMID:39542783 | DOI:10.1016/j.bulcan.2024.09.004

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