Saúde mental no trabalho vira obrigação legal: NR-1 punitiva entra em vigor enquanto afastamentos por burnout disparam

Entrou em vigor em 26 de maio de 2026 a versão punitiva da atualização da NR-1, que passa a obrigar todas as empresas com empregados regidos pela CLT a identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais — como sobrecarga, metas abusivas, assédio e isolamento — dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos, com o mesmo peso dos riscos físicos e químicos. O Ministério do Trabalho confirmou que não haverá novo adiamento, e o descumprimento pode gerar autuações, multas e ações trabalhistas.

A norma chega em um cenário que ajuda a explicar a urgência. Dados oficiais mostram o agravamento do adoecimento mental no trabalho no Brasil:

Os afastamentos por burnout subiram 823% em quatro anos, de 823 casos em 2021 para 7.595 em 2025 (Ministério da Previdência Social);

As denúncias de saúde mental no trabalho no Ministério Público do Trabalho passaram de 190 para 1.022, alta de 438%;

O país fechou 2025 com 546 mil afastamentos por transtornos mentais — recorde histórico — e custo superior a R$ 3,5 bilhões em benefícios do INSS.

O preparo das organizações, porém, ainda é baixo: apenas 6% das empresas estariam no nível mais alto de maturidade em gestão de riscos psicossociais e, segundo levantamento de abril de 2026, só 18% dos profissionais de RH afirmam conhecer a norma em profundidade.

Para especialistas, o ponto central não é apenas cumprir o prazo, mas o que vem depois do documento: a NR-1 exige monitoramento contínuo dos fatores de risco e intervenção sobre as causas organizacionais do adoecimento, e não apenas sobre sintomas individuais. Para o médico, o tema é duplamente relevante — tanto no cuidado da saúde ocupacional dos pacientes quanto na atenção ao próprio bem-estar e ao risco de esgotamento da categoria.

Para conferir os dados completos e o que muda na prática com a nova NR-1, acesse a matéria completa aqui:

https://saudedigitalnews.com.br/25/05/2026/burnout-cresceu-823-em-quatro-anos-no-brasil-a-partir-de-terca-empresas-que-nao-gerenciarem-o-risco-podem-ser-multadas/

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