A ortopedia brasileira vive um momento de transformação tecnológica. O uso de inteligência artificial (IA) e robótica em cirurgias já faz parte da rotina de hospitais de referência, permitindo intervenções mais precisas, seguras e previsíveis, sobretudo em procedimentos de joelho e quadril. A inovação, no entanto, não substitui o protagonismo do especialista, e sim exige um novo patamar de capacitação técnica e de tomada de decisão clínica.
Segundo o ortopedista Dr. Guilherme Morgado Runco, especialista em cirurgia do joelho, plataformas como o ROSA® Knee e o ROSA® Hip combinam um braço robótico a softwares inteligentes que utilizam imagens em tempo real obtidas por fluoroscopia — técnica baseada em raios X em movimento — para apoiar decisões clínicas. Esses sistemas permitem ao cirurgião visualizar o alinhamento ósseo e o balanço ligamentar do paciente e realizar ajustes personalizados durante o procedimento, com cortes e posicionamentos milimetricamente mais precisos.
Em cirurgias de substituição total do joelho, por exemplo, o uso da tecnologia robótica tem contribuído para maior previsibilidade no pós-operatório e redução de complicações. O planejamento baseado na anatomia específica do paciente aumenta a precisão do implante e favorece a recuperação funcional, sem deslocar a decisão final do cirurgião, que segue ancorada em experiência, sensibilidade e conhecimento técnico.
A incorporação dessas ferramentas, porém, traz um novo desafio: a formação continuada. Hospitais e sociedades médicas têm investido em treinamento especializado e protocolos padronizados para garantir o uso ético e seguro da tecnologia. A expectativa é de crescimento expressivo das cirurgias ortopédicas assistidas por robôs nos próximos anos, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, que concentram infraestrutura digital e equipes capacitadas. O movimento consolida o Brasil como um dos países líderes na adoção dessas tecnologias na América Latina.
Para entender como a integração entre dados, IA e experiência humana está redesenhando o fluxo cirúrgico ortopédico, confira a matéria completa aqui:
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