Bioética. 15 de maio de 2026. doi: 10.1111/bioe.70122. Publicação online antecipada.
RESUMO
Sharenting – a prática de pais compartilharem dados pessoais e imagens de crianças em plataformas digitais – tornou-se cada vez mais normalizada, levantando preocupações sobre privacidade, segurança e bem-estar psicológico. Enquanto a literatura existente enfatiza o papel dos profissionais de saúde na orientação das famílias sobre riscos digitais, menos atenção tem sido dada à forma como os clínicos navegam por essas práticas como pais. Este artigo introduz o conceito de paradoxo clínico-parental no sharenting, descrevendo situações em que a orientação profissional sobre segurança digital das crianças coexiste com práticas online pessoais que podem contribuir para a exposição digital das crianças. Propomos ainda a noção de um escudo de credibilidade digital, onde a identidade profissional pode gerar um senso percebido de controle e atenuar a percepção de risco no comportamento digital pessoal. Baseando-se em considerações éticas relacionadas à autonomia, responsabilidade profissional e o direito da criança a um futuro aberto, argumentamos que esse paradoxo reflete uma tensão mais ampla entre expertise e prática cotidiana em ambientes digitais. Conceitualizar esse fenômeno pode apoiar a autorreflexão ética entre os profissionais de saúde e fornecer uma base para futuras pesquisas empíricas e normativas sobre parentesco digital em contextos clínicos.
PMID: 42139593 | DOI: 10.1111/bioe.70122
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