Tipo de Artigo: Revisão de Literatura
Autores:
- Karina Campanha
- Ruan Carlos Nogueira Santos
- Bianca Teixeira Souza
- Jessica Cristina Teixeira Dutra
- Laisa De’ Nadai Pin
- Kamylla Cordeiro Gaspar Filgueiras
- Edmar Augusto Campanha Neto
- Rafaela Nogueira Santos
- Amanda Giacomin
Palavras-chave: Gravidez ectópica, gravidez tubária, obstetrícia.
Resumo
A gravidez ectópica é uma condição médica grave que ocorre quando a implantação do blastocisto acontece fora do útero, sendo a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre. No Brasil, é uma das principais causas de morte materna por hemorragia. Apesar dos avanços tecnológicos permitirem diagnósticos mais precoces, a incidência de casos tem aumentado.
As localizações anômalas mais comuns incluem as trompas de Falópio, ovários e peritônio. É crucial evitar rupturas tubárias para permitir escolhas entre tratamentos expectante, clínico e cirúrgico, minimizando impactos na qualidade de vida e saúde da mulher.
Objetivo: Compreender os aspectos fisiopatológicos, causas, sintomas, opções de diagnóstico e tratamento da gravidez ectópica, bem como suas implicações clínicas.
Metodologia: O presente estudo trata-se de um artigo de revisão bibliográfica, realizado entre junho e julho de 2024. Foram selecionados 11 artigos nas bases de dados SCIELO, Revista médica del Uruguay, Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Revista Íbero-Americana de humanidades, ciência e educação e Revista da Associação Médica Brasileira. Os critérios de seleção foram: textos completos, livros, análise e revisões sistemáticas, entre os anos de 2004 e 2023, no idioma português, inglês e espanhol.
Resultados: Apesar dos avanços tecnológicos que permitem diagnósticos mais precoces, a incidência de gravidez ectópica tem aumentado globalmente.
- Causas: Incluem múltiplos parceiros sexuais, uso de dispositivos intrauterinos, tratamento de infertilidade, endometriose, cirurgias tubárias prévias, doença inflamatória pélvica, tabagismo, e alterações anatômicas uterinas.
- Sintomas: Inicialmente são imperceptíveis. Entre a sexta e oitava semana de gestação, podem surgir sintomas como dor abdominal, atraso menstrual, cólicas e sangramento vaginal.
- Diagnóstico: O diagnóstico precoce é crucial para evitar rupturas tubárias e permitir diversas opções de tratamento. Exames como dosagem sérica do β-HCG e ultrassonografia transvaginal são fundamentais.
- Tratamento: Existem 3 principais formas de tratamento: expectante, clínico e cirúrgico. Pacientes que desejam engravidar após uma gravidez ectópica devem ser avaliadas para possíveis tratamentos de fertilização assistida.
Conclusões: Conclui-se que a gravidez ectópica possui múltiplos e grandes impactos na vida dos portadores e por isso necessita de um diagnóstico precoce, com tratamento de qualidade adequado a fim de reduzir o risco de complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Link Original do Artigo Completo: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p120-129
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