Tratamentos sustentáveis para asma em crianças
Inaladores são essenciais no tratamento da asma, mas causam emissões de carbono significativamente maiores em comparação com outros cuidados médicos. Crianças e adolescentes estão cada vez mais interessados no impacto ambiental de seus tratamentos e buscam conversar sobre isso com os profissionais de saúde.
Asma e mudanças climáticas
Aquecimento global agrava questões de saúde, como a asma, devido ao aumento da poluição e alérgenos. Inaladores pressurizados (pMDI) usam propelentes com alto potencial de aquecimento global (PAG). Estima-se que a troca por inaladores em pó seco (DPI), que não usam esses propelentes, pode reduzir bastante a pegada de carbono desses tratamentos.
Como tornar o tratamento da asma mais ecológico
1. Otimização do cuidado básico
Melhorar o manejo da asma previne internações desnecessárias. Revisões regulares devem incluir verificação da técnica de uso do inalador, plano de ação personalizado, avaliação da adesão ao tratamento, exposição a fatores ambientais e estado vacinal.
2. Escolha de dispositivos mais sustentáveis
Diferenças entre marcas de inaladores podem impactar nas emissões de CO2. Trocar, por exemplo, Ventolin por Salamol pode economizar milhões de quilos em CO2 anualmente. Avaliar a preferência e adesão dos pacientes é fundamental para o sucesso da troca.
3. Descarte e reciclagem
Inaladores descartados incorretamente continuam liberando gases nocivos. Programas de descarte e incineração já existem e são incentivados em farmácias. Contudo, menos de 1% dos inaladores é reciclado, devido a custos e falta de iniciativas na indústria farmacêutica.
4. Substituição de pMDI por DPI
DPI geram apenas 20 g de CO2 por dose, enquanto um pMDI gera 500 g. Embora DPIs não sejam adequados em todas as situações clínicas, especialmente durante exacerbações, são geralmente preferidos por muitos jovens pela facilidade de uso e menor estigma social.
Considerações finais
A escolha do tratamento deve considerar condições clínicas individuais, aderência e preferência do paciente. Otimizar o tratamento com o menor uso necessário de medicação ajuda tanto o controle da doença quanto a reduzir impactos ambientais.
Destaques clínicos
- Priorize cuidados básicos bem estruturados.
- Oriente sobre descarte correto de inaladores.
- Considere trocar para DPIs apenas quando for clinicamente apropriado.
- Planos personalizados podem equilibrar benefício clínico e sustentabilidade.
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